quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Estreias da semana -- 07/07/2017

É uma semana com boas estreias, para gostos diversificados. Todos podem ficar satisfeitos no feriado.

IT - A COISA
Terror baseado no sensacional livro de Stephen King.
SinopseNuma pequena cidade no Estado de Maine, nos Estados Unidos, sete crianças conhecidas como "The Losers Club (o clube dos perdedores)" se deparam com os problemas da vida, bullying e um monstro que toma a forma de um palhaço chamado Pennywise.
Pré-conceito: pelos trailers, parece ótimo!

LINO
Animação brasileira.
SinopseLino é um animador de festas muito azarado que não aguenta mais vestir todos os dias uma horrorosa fantasia de um gato gigante e aguentar sempre a mesma rotina de maus tratos das crianças em seu emprego. Tentando livrar-se de seu azar, busca a ajuda de um suposto mago não muito talentoso que o transforma justamente em sua própria fantasia.
Pré-conceito: a alegria da criançada. E só.

POLÍCIA FEDERAL - A LEI É PARA TODOS
Dificilmente alguém não sabe do que se trata, mas, de todo modo, supostamente é o filme dos bastidores da Operação Lava-Jato.
SinopsePrimeiro filme a retratar a cinematográfica Operação Lava-Jato.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Onde Está Segunda? -- Outra verdade inconveniente

A Netflix apresenta ao seu público uma grata surpresa com ONDE ESTÁ SEGUNDA?. É bem verdade que o título brasileiro não é atrativo, porém, esse critério jamais pode ser levado em consideração no cinema - se fosse assim, "Festim Diabólico" sofreria um pré-conceito injusto. O filme merece ser visto porque agrada a vários tipos de público.

O argumento é razoavelmente original e muito bem arquitetado, embora possa parecer complicado: o aumento crescente da população reduziu ainda mais os recursos naturais, o que forçou a humanidade e investir pesadamente em alimentos geneticamente modificados. Contudo, o resultado foi ruim, pois teve como efeito colateral o nascimento cada vez maior de gêmeos. Com isso, a renomada bióloga Nicolette Cayman (Glenn Close) propõe a Lei de Alocação Infantil, pela qual ficaria instituída a política do filho único, ou seja, proibindo os casais de terem mais de um filho. Os irmãos seriam congelados em criogenia (cryo sleep) pela agência controlada por ela, para serem despertados quando o planeta estiver em melhores condições. Todos os países adotam a sua ideia, mediante um controle rígido de pulseiras eletrônicas. Entretanto, Terrence Settman (Willem Dafoe) consegue salvar suas sete netas gêmeas, ensinando-as a se revezarem em público em cada dia da semana - e cada uma assume o nome, justamente, de cada dia da semana, daí o "Segunda" do título - e assumirem o nome de Karen Settman, sua mãe (morta no parto). Segunda sai de casa como Karen nas segundas-feiras, Terça nas terças-feiras, e assim por diante. Trinta anos se passam e elas seguem essa rotina, até que Segunda não retorna para casa.

Como se vê, trata-se de um enredo inteligente ao unir o contexto de uma distopia futurística à teoria populacional neomalthusiana. A distopia reside na evidente opressão estatal, na medida em que a Lei de Alocação Infantil, de maneira desumana, afasta os genitores de seus filhos, ainda que com uma justificativa teoricamente nobre (um momento mais propício). A vigilância constante é um elemento que se faz presente, com a direção dando ênfase à verificação da identidade em todos os lugares, através das pulseiras. Quanto ao neomalthusianismo, é a visão do subdesenvolvimento como consequência do excesso populacional: o intenso crescimento populacional, segundo essa teoria, seria responsável pelo avanço das mazelas globais como fome, pobreza e proliferação de doenças, o que eleva o investimento estatal para os serviços básicos (educação e saúde) e torna os recursos naturais mais e mais escassos, dificultando, evidentemente, o desenvolvimento econômico. Em síntese, referida teoria culpa a livre expansão populacional pela pobreza (em sentido amplo). A solução seria, nessa ótica, o planejamento familiar, que, no filme, seria controlado pelo Estado, ou, mais precisamente, pela agência que age através do Estado - na verdade, não fica exatamente clara a natureza da relação entre a agência e o Estado (se a agência é contratada pelo governo, representante etc.). Para explicar tudo isso, há um prólogo mínimo: situa o espectador, com noticiários simulados e música de tensão (sugerindo a atmosfera negativa), sendo suficiente, todavia, poderia ser mais profundo, pois é bastante sucinto.

O roteiro vive de erros e acertos. Além do argumento elogiável, no geral, a narrativa é fluida e coerente, sem paradoxos ou furos inaceitáveis. Em visão macro, o script é bom. Merece destaque o ponto chave, um plot point essencial, referente ao sumiço de Segunda: a situação é enigmática, deixando o espectador com muitas dúvidas e elaborando inúmeras teorias para explicar o que aconteceu a ela. É essa a ideia. Na virada do segundo para o terceiro ato, ocorrem dois plot twists, um deles previsível, porque o texto não soube lidar com o segredo para surpreender. Existe ainda outra reviravolta ao final, que surpreende, mas que não faz muito sentido em relação às cenas precedentes. É o ímpeto de colocar várias reviravoltas, mesmo que eventualmente forçadas. Também o trabalho de construção das personagens não é das melhores, começando com a antagonista, que é deveras superficial. Glenn Close acaba sendo desperdiçada ao interpretar uma vilã impessoal e sem motivação convincente, o que prejudica consideravelmente a trama, tendo em vista que Cayman é o ápice da vilania da película - ainda que o polo antagonista eventualmente conte com outras personagens. Também Willem Dafoe é desperdiçado em um papel de poucos minutos em cena, e mais pacífico do que de costume. Terrence Settman é um sujeito que, ao criar as netas, alia humanidade e racionalidade, o que é expressado pela metáfora do dedo (quem assistir, entenderá). Para educar, é preciso dar afeto, mas, concomitantemente, mostrar tudo que for preciso, mesmo que seja doloroso.

O trabalho mais árduo de atuação ficou com a sueca Noomi Rapace, que já tinha comprovado talento em "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" (a versão sueca, não o fajuto remake hollywoodiano). Rapace é uma excelente atriz e aqui ela apenas confirma a qualidade do seu trabalho. Afinal, interpretar sete personagens diferentes certamente não é fácil (James McAvoy que o diga!). As gêmeas são diferenciadas pelo visual, o que ajuda bastante, é verdade, mas é a atriz que fornece os detalhes imprescindíveis para lhes dar personalidade, através da fala, da linguagem corporal e do olhar. O problema é que o roteiro dá a ela personagens majoritariamente unidimensionais: a rebelde, a inteligente, a sensual, a dissimulada etc. Felizmente, algumas acabam aparecendo mais e tendo funções mais relevantes, explorando perfis diferentes, mas essa é a exceção.

O responsável pela direção é Tommy Wirkola, que assinou também o pavoroso "João e Maria: Caçadores de Bruxas". Sem dúvida, a melhora ocorreu em progressão geométrica. Há um domínio da hibridização dos gêneros, de modo que fica difícil catalogar o filme em um só: é uma ficção, todavia, tem momentos de muito suspense entre o primeiro e o segundo ato, contudo, entre o segundo e o terceiro, prevalece a ação. A vantagem é que o trânsito entre os gêneros exige domínio da mise en scène característica de cada um, o que é satisfatório nesse filme. Isto é, não tem as melhores cenas de ação já vistas, mas elas são boas, como a que as gêmeas lutam contra os agentes em seu apartamento - nessa cena, o que se tem são algumas personagens quase idênticas (são gêmeas!), a mesma atriz (possivelmente, várias dublês), todas lutando contra vários homens diferentes, então, o que o diretor faz é, inteligentemente, priorizar ângulos diferentes do apartamento, como se fossem locais absolutamente distintos, acelerando também a montagem. No suspense, há uma cena em que a personagem fica trancada em um local fechado, esperando a chegada de um agente: o que o diretor faz é filmar o local, praticamente em trezentos e sessenta graus, para mostrar seu aperto e que não havia para onde fugir.

A opção pelos flashbacks da infância acaba sendo um bom recurso pela didática e por subverter a lógica da linearidade da narrativa, que poderia torná-la enfadonha. A direção também aproveita para expor muito a avançadíssima tecnologia da diegese, como um espelho que percebe vestígios de cansaço e imperfeições faciais (boca desidratada, nariz inchado etc.) e uma tela touch screen na mão... sem tela. Ou seja, uma tecnologia futurística bastante criativa e surreal, ao menos para o olhar hodierno. A trilha sonora é um pouco óbvia, mas não incomoda. O que pode incomodar são algumas incongruências do longa, em especial dos agentes que trabalham para Cayman: em tese, representam a lei, o que torna estranho o fato de atirarem em pessoas inocentes, inclusive em direção à multidão, com o objetivo de acertar apenas uma pessoa.

Apesar de algumas ressalvas, ONDE ESTÁ SEGUNDA? é um dos poucos filmes que aponta para outra verdade inconveniente, que concerne ao crescimento populacional enquanto os recursos naturais reduzem. O filme eleva a questão a patamares extremos nos quais a humanidade não chegou, mas... e se/quando chegar?

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Na Mira do Atirador -- Cinema com Rapadura

NA MIRA DO ATIRADOR pode ser qualificado como um suspense qualquer, recebendo a nota 5,5. Entenda melhor na minha crítica, publicada no Cinema com Rapadura (clique aqui).

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Os Guardiões -- Uma das piores produções cinematográficas

Na mesma semana em que estreia "Atômica", o melhor filme de ação da temporada, ironicamente, estreia seu oposto, o pior filme de ação da temporada, OS GUARDIÕES. Trata-se de uma tentativa russa de criar uma franquia de super-heróis, que resulta em um fracasso retumbante.

A sinopse é razoavelmente atrativa. Durante a Guerra Fria, uma organização secreta chamada Patriota fez experimentos com cobaias humanas para criar super-humanos, modificando seu DNA, para que pudessem defender o país. Eles obtêm êxito, porém, os humanos se separam, vivendo reclusos e anônimos. O anonimato precisa ser abandonado quando a humanidade precisa dos seus poderes para enfrentar um vilão com habilidades adquiridas no mesmo programa.

Como disse a Major responsável por recrutar o grupo: a primeira tarefa é "encontrar entre todos os soviéticos um time de super-humanos para deter um supervilão". E, quando encontram: "está na hora de agir". É fácil perceber que o roteiro é repleto de falas risíveis, que parecem ter saído de um desenho animado voltado ao público infantil. De maneira coerente, os diálogos são vergonhosos: "todos os meus amigos se foram", diz um; "Kuratov está vivo", responde a outra; "eu sabia", ele rebate. Com efeito, parece que o script foi elaborado por uma criança de 10 anos, pois somente isso explicaria um trabalho tão inconsistente e pobre. Por exemplo, existe um plot twist, que seria uma ferramenta inteligente, contudo, acaba sendo absolutamente irrelevante na narrativa. Outro exemplo é o desfecho, que depende de deus ex machina, recurso típico de um roteirista sem habilidade na área.

Dando contornos mais concretos à trama, cientistas ganham poderes, um deles se torna vilão que solta raios; os outros quatro se unem para enfrentá-lo, uma delas tem o poder de ficar invisível. Familiar? É uma imitação mal feita do Quarteto Fantástico, modificando apenas os poderes: um se transforma em urso e tem superforça, outro tem supervelocidade e grandes habilidades com lâminas e outro manipula rochas. Se o original, o Quarteto Fantástico, já não deu muito certo, a cópia não poderia dar também.

O que ajuda a não dar certo é a péssima construção das personagens, o que também é relevante em filmes de super-heróis. Ainda no primeiro ato, a Major responsável por reunir o grupo encontra Ler (Sebastien Sisak), que não tem interesse pois está devoto à religião. Quando ela fala em vingança contra Kuratov, o supervilão, ele aceita com facilidade a tarefa, transmitindo incoerência, ainda mais quando não se sabe exatamente o porquê de tanta raiva. Isto é, a rusga que tiveram no passado é mencionada, jamais aprofundada. Por isso que, quando Ler aceita a missão, acaba sendo incoerente e artificial. Sisak é um dos melhores do elenco, com uma atuação apenas fraca (talvez nota 5). Outro medíocre é Anton Pampushnyy, intérprete do urso de Arsus, cujo drama pessoal chega a ser cômico, de tão forçado. Esse é outro grande problema da película: o roteiro tenta inserir, de maneira inorgânica, subplots para dar mais camadas à trama, com dramas pessoais dos heróis, todavia, o texto é tão mal elaborado que esses arcos dramáticos são desagradáveis e inúteis na narrativa. Desagradáveis, porque atrapalham a sua fluidez (pela inserção artificial) e são rasos; e inúteis ao não agregar em nada. Evidentemente, adicionar arcos dramáticos às personagens seria um acréscimo, entretanto, não é esse o caso, pois o que é feito no longa é inserir uma cena - um momento único - mais introspectivo com cada herói, conversando com a Major, como se bastasse para lhes dar profundidade. É uma afronta à inteligência humana fazer um filme assim, com a pretensão de ser sério.

A Major (Valeriya Shkirando) é a mãe do grupo, que precisa ouvi-los e aconselhá-los nos mencionados momentos introspectivos. A atriz é mais uma do grupo nota 5. Os demais são péssimos, principalmente Alina Lanina, que atua como a Mulher Invisível Kseniya. A participação de Sanzhar Madiyev é menor, pois Khan é marginalizado no filme. Em síntese, portanto, o fraquíssimo elenco russo não salva o pavoroso roteiro.

A direção de Sarik Andreasyan salva? Mais uma resposta negativa. De um CGI vergonhosamente amador (em especial em Arsus) a uma péssima maquiagem no vilão, praticamente tudo é desastroso. Exceção é uma referência a um golpe que Kuratov dá em Ler, idêntico ao que Bane dá na coluna do Batman. O que prevalece, porém, é uma direção muito ruim. Merece menção a sexualização das mulheres, visível na insistência dos contraplongées para mostrá-las de costas e por baixo (para não dizer de uma forma vulgar).

OS GUARDIÕES é um filme horrível de 88 minutos que parecem durar 388. Se tem algo que se pode aproveitar dele, é certamente a bela música-tema, único bom atributo da película, que entra nos anais das piores produções cinematográficas já feitas.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Death Note -- Decepção para os fãs

Para a presente crítica, pouco importa como é o mangá e o anime. O que importa é apenas o filme DEATH NOTE, produção original Netflix. A produção original japonesa já é consagrada e de qualidade indubitável. Porém, tem seu público mais restrito, já que a plataforma de streaming atinge um público muito maior, no mundo todo. Então, aqui, será irrelevante a relação com a obra original, como se o filme tivesse partido do nada, sem inspiração alguma.

O argumento é bastante simples: Light Turner é um estudante de ensino médio que encontra um caderno - o "Death Note" - cujo poder é matar qualquer pessoa, bastando ao portador do caderno escrever o nome da pessoa e mentalizar seu rosto. Quem faz o serviço é Ryuk, uma espécie de demônio que executa as mortes, a mando do portador do Death Note.

O problema do roteiro não é o argumento, que é instigante, mas seu desenvolvimento inconsistente. Uma dos nomes que Light coloca no caderno para Ryuk matar consiste em uma vingança pessoal, referente ao passado do protagonista, ou seja, traça os contornos da sua personalidade. Contudo, acaba sendo uma história mal contada, de tão obscura. No desenvolvimento da narrativa, também, Light arranja uma namorada manipuladora, Mia, todavia, o relacionamento dos dois é artificial e desconfortável, parecendo um recurso do texto para atenuar a temática pesada (morte). Por exemplo, Light mal conhece Mia, mas, na primeira conversa, já conta tudo sobre o caderno! Há também um exagero nas reviravoltas, o que acaba tornando a narrativa cansativa.

A direção ficou a cargo de Adam Wingard, responsável pelo fraco "Bruxa de Blair" (o remake de 2016). Em "Death Note", há um claro problema de ritmo, fazendo com que o filme se pareça um carro se locomovendo em uma via, ora acelerando, ora reduzindo sua velocidade. Quando Light cria Kira (quem já viu o filme, vai entender; quem não viu, vai entender quando vir), é tudo muito rápido, logo em um momento em que o plot ganha envergadura, tornando-se mais denso e permitindo a reflexão. O pai de Light, nesse sentido, é o contraponto inteligente sobre Kira, mas o longa lamentavelmente não se esforça em verticalizar no assunto.

A carreira de Wingard é mais voltada ao gênero terror, embora esse filme da Netflix se enquadre mais na fantasia. Isso porque o terror é presente apenas na teoria, como na cena em que Ryuk surge, que acaba sendo pateticamente cômica. Por outro lado, a cena da primeira morte é razoavelmente bem feita. Se a direção não é das melhores, no geral, ela também não compromete, ao menos não tanto quanto o roteiro. Estranhamente, o CGI da película é modesto, o que surpreende em razão do alto orçamento. Como se não bastasse, a montagem é bastante falha, como se percebe já no prólogo, que começa com cuts e, sem motivo aparente, muda para a fusão (isto é, usa duas técnicas de pontuação diferentes na mesma sequência sem razão alguma, o que demonstra falta de critério). Na ação, Wingard falha, não conseguindo filmar uma cena de perseguição, em que fica difícil entender bem o que acontece (o problema é de direção e montagem).

No elenco, o nome mais famoso é o de Nat Wolff como o protagonista Light Turner. Wolff ratifica sua não vocação para protagonismo: foi bem em "A Culpa é das Estrelas", em que era coadjuvante, e mal em "Cidades de Papel", em que era protagonista. Evidentemente, a (falta de) qualidade dos filmes ajudaram/atrapalharam seu desempenho. Enfim, a interpretação de Wolff é monotônica, talvez um aprendizado com Cara Delevingne. Também Light é um protagonista frágil: sua moral é questionável - faz tarefas de colegas em troca de dinheiro, mas apanha salvando uma menina que salvava um menino de um bullie - e sua personalidade é insossa (o nome não é à toa). Margaret Qualley defende bem sua personagem: Mia tem uma personalidade forte, muito diferente de Light. Entretanto, acaba sendo unidimensional em razão do roteiro, fazendo com que a atriz exagere nas expressões em alguns momentos. Lakeith Stanfield interpreta L, uma espécie de antagonista misterioso na trama. Quase nada se sabe da personagem, e o desempenho do ator é fajuto. Assim como o de Shea Whigham como o pai de Light. Ironicamente, o melhor do elenco é o que participa somente com sua inconfundível voz: Willem Dafoe faz uma interpretação vocal sensacional, parecendo realmente se divertir no papel do sádico demônio.

O final é muito insatisfatório, já que a preocupação é com uma continuação. O uso da música "The Power of Love" é ultrajante, pois não tem conexão nenhuma com o plot, sendo colocada lá só porque é uma linda canção. Resumidamente, DEATH NOTE é um filme muito fraco e aquém de outras produções originais Netflix, como "Okja" e "Beasts of No Nation". É certamente uma decepção para os fãs do mangá/anime (e uma frustração para o público em geral).

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Atômica -- Cinema com Rapadura

ATÔMICA é simplesmente o melhor filme de ação da temporada. Com Charlize Theron no elenco, o longa é extraordinário e merece muito ser visto no cinema. Entenda melhor lendo a minha crítica, publicada no Cinema com Rapadura (clique aqui).

Bye Bye Alemanha -- Cinema com Rapadura

Com a nota 5,5, BYE BYE ALEMANHA é a prova que originalidade não basta para que um filme seja bom. Confira, na minha crítica publicada no Cinema com Rapadura (clique aqui).